domingo, 16 de dezembro de 2012

Talvez

Eram quatro horas da manhã. Lá fora a chuva caia, fazendo um tilintar hipnotizaste. Enrolada no calor e nas memórias, ali seu corpo pálido permanecia, inerte. Ela não conseguia, não queria, sair daquele transe. Para ela aquele momento semi-acordada ...semi-adormecida... era a sua forma de estar mais perto dele. 
Lembrava-se de todos os casais felizes que vira nesse dia, todos os bebés, todas a famílias 'perfeitas'... 
Imaginou, então,como seria a sua vida dali a 10 anos. Talvez teria o seu emprego de sonho, um salario bonzinho, um marido que a fizesse sentir amada e a desse vontade de o amar ainda mais a cada dia que passasse. Um homem paciente, terno, doce, engraçado, compreencivo... Um homem forte e cavalheiro -> ele. 
Talvez tivesse duas pestezinhas lindas: gémeos, como sempre quis. Um de cabelo encaracolado outro de cabelo liso de olhos negros... Que ora a fizessem rir pelas brincadeiras, caretas e risinhos ou a fizessem zangar pelas asneiras e traquinisses! Enfim...


Talvez ela tenha a vida 
que sempre espeouter. 
Talvez envelheça 
com alguém ao seu lado. 
Talvez tenha 
muitas aventuras. 

Talvez...  
Apenas talvez...

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