sábado, 1 de junho de 2013

A Segunda Pérola

Era um dia nublado com vento fresco que passava de vez em quando, mas não seria o tempo que me impediria de vê-lo. Estava nervosa por lhe ver porém não me podia sentir mais preparada do que já estava para lhe conhecer. Por dentro estava eufórica! Não parava de pensar em como estaria ele agora que se tinham passado dois anos; se a sua voz seria igual pessoalmente; se ele estaria crescera desde a última vez que estive com ele; se as coisas iriam mudar assim que nos tocássemos; se ficaríamos finalmente juntos... Essas questões repetiam-se constantemente na minha cabeça enquanto andava em direção do ponto de encontro. 
Ele chegou uns segundos antes de mim... vi-o ali... esbelto, aguardando a minha chegada (...) Estávamos tão envergonhados e cansados da distância, que nem olhámos nos olhos um do outro... Comecei então a falar, porém nada de geito me saia da boca. Repetia incessante vezes " ...depois deste tempo todo...? " ao que ele me respondia " tens razão, tens toda a razão... ". Ambos lutávamos contra aquele sentimento estranho que nos puxava um para o outro, que nos fazia perder a linha do raciocínio... 
Parei de andar e encostei-me à parede ao seu lado, já mais calma e num tom mais triste disse " Depois de todo este tempo desistes agora?... ". Ele brincava nervosamente com a capa do telemóvel contra a parede a minha trás, " Tens razão, não te posso tirar a razão... " voltou a repetir olhando para mim enquanto eu analisava o chão. 
Voltei a andar para frente e para trás, porém repetia jocosamente as suas palavras - " tens razão " -. Encostei-me mais uma vez à parede mas desta vez do seu outro lado, olhando-o nos olhos (que fixavam o telemóvel) e rindo com ele. 
De repente olhou-me nos olhos, sorriu e inclinou-se para mim. A sua mão tocou no meu pescoço, com o polegar a fazer pressão na pele junto do meu maxilar, puxando-me para ele enquanto que os seus lábios se fundiam nos meus. O tempo parou e mais nada existia, era só ele e eu , nós os dois, o aqui e agora...
Após os beijo, abraço-me com força, como nunca ninguém me abraçara antes fazendo-me sentir protegida, confortável e amada, como se o meu lugar sempre fora nos seus braços! Afastei-me ligeiramente, queria olhar-lhe nos olhos e ter a certeza de que não estava a sonhar, que ele realmente existia. Olhou para mim e sorriu com os seus olhos a brilhar. 
"E agora?" perguntei. "Não sei." respondeu-me. Continuamos abraçados, sem nunca querer largar... Sabíamos que a nossa vida nunca mais seria a mesma  desde esse dia...

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